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A Segunda geração do monovolume chega totalmente modificada. Do design externo e conforto a uma maior potência e tecnologia

Definitivamente, um ditado popular tão comum no mundo do futebol, “Em time que está ganhando não se mexe”, não se enquadra no perfil da Honda Automóveis. Veja o que aconteceu com o Honda Fit, um dos veículos mais vendidos em sua categoria e detentor de inúmeros prêmios no Brasil. Poucos imaginariam uma mudança tão radical.

Essa constatação não é exagero. Tudo foi modificado. A começar pelo seu nome. No Brasil conhecido com New Fit.

O número de versões aumentou. Antes, eram três.Agora, são quatro opções no mercado:

– motorização 1.4l – versão LX e LXL
– motorização 1.5l – versão EX e a novidade EXL.

Todas têm opção de transmissão manual e automática, a única da categoria, de cinco velocidades.

Sobre o veículo, as diferenças começam num olhar. O design externo, por exemplo, incorporou traços esportivos e foi totalmente redesenhado.

Ao abrir a porta, mais alterações. Ficou mais espaçoso, uma vez que suas dimensões (comprimento, largura, altura, bitola e entre eixos) foram aumentadas. Assim o conceito “mínimo para a máquina, máximo para o homem” está mais evidente nessa nova geração. Isso sem contar que todas as versões dispõem de computador de bordo e têm a praticidade dos bancos traseiros com o sistema ULT, que oferece mais de dez configurações de posicionamento.

Sua motorização evoluiu. As versões (1.4l e 1.5l) serão produzidas com a nova geração do motor i-VTEC Flex, gerando mais desempenho e economia. No novo projeto do monovolume, a Honda conseguiu aumentar a potência. Na versão 1.4l aumentou 21,6%, enquanto na versão 1.5l teve um acréscimo de 10%.

A tecnologia de ponta também faz parte desse novo projeto do Honda Fit. Seja com o moderno sistema eletrônico de aceleração DBW (Drive-By-Wire), que proporciona melhor dirigibilidade, ou com o Advanced Compatibility Engineering (ACE), uma estrutura frontal interna para auxiliar na absorção e dispersão de impactos mesmo em colisões com veículos de diferentes portes e categorias, como SUV (Sport Utility Vehicle).

Descanso para o pé em todas as versões, rodas com novas dimensões, freios ABS (Anti-lock Braking Systems), porta-objetos em todas as portas e um conjunto óptico marcante são outros detalhes incorporados à nova geração do veículo que se transformou em sucesso no mercado nacional.

Apresentado em abril de 2003, o monovolume foi rapidamente bem aceito pelo consumidor nacional. Até hoje, ultrapassou a marca de 300 mil unidades produzidas na fábrica de Sumaré (SP). E transformou-se num dos modelos mais vendidos para o público portador de necessidades especiais.

Um visual moderno

A Honda ousou no visual. Seu objetivo era encontrar formas que oferecessem uma menor resistência aerodinâmica e um espaço mais agradável aos ocupantes. Tudo foi desenhado para que atingisse esses objetivos. E conseguiu. As mudanças já são notadas no seu lado externo.

O design ficou mais agressivo, com novos contornos, e recebeu um toque de esportividade. O capô ganhou traços afilados, reforçando sua imponência. A parte traseira superior do veículo está mais estreita e a inferior mais alargada, conferindo personalidade e estilo.

Sua nova linha do teto ficou mais baixa na parte traseira do carro. Porém, isso não interferiu no espaço e conforto para os passageiros. O visual com um ar esportivo está ressaltado com a nova grade frontal, que ganhou novos vincos e uma forma compatível com as linhas harmoniosas, e com os pára-lamas alargados.

O New Fit também teve um aumento de sua área envidraçada, como a janela dianteira com um formato triangular e o pára-brisa, que melhora a visibilidade dos ocupantes. A antena mudou de lugar. Agora está localizada na parte traseira do teto.

Todas as dimensões evoluíram. A distância entre eixos passou dos 2.450 mm para 2.500 mm. Como benefício, maior espaço no habitáculo. O comprimento aumentou 70 mm (de 3.830 mm para 3.900 mm), assim como sua largura, que passa a contar com 1.695 mm, 20 mm a mais que a geração anterior. A versão também teve sua altura ampliada: agora possui 1.535 mm, aumentando em 10 mm. As portas com abertura em três estágios ampliam a facilidade de entrar e sair do veículo.

A qualidade do projeto está realçada no novo conjunto óptico. Está maior e muito mais marcante. Os faróis dianteiros, por exemplo, estão mais angulosos. Assim, o novo Honda Fit possui uma iluminação de elevado alcance, que contribui para uma melhor visão noturna.

As rodas de liga leve também mudaram. A partir de agora, a versão 1.4l (LX e LXL) conta com aro 15” e pneus 175/65. Já a versão 1.5l (EX e EXL) será comercializada com aro 16” e pneus 185/55.

Espaço, conforto e conveniência

Um dos objetivos da Honda durante os estudos para o desenvolvimento da nova geração do monovolume era privilegiar a habitabilidade em seu interior. Isso foi alcançado. A ergonomia está bem evidente no New Fit.

O habitáculo está mais amplo, principalmente por causa do aumento de suas dimensões. Assim, o conforto ficou mais presente. O espaço para os ombros aumentou –44 mm (frente) e 43 mm (traseira). Espaço para as pernas (+ 40 mm) e para a cabeça (+ 10 mm) também evoluiu. Isso sem contar o descanso para o pé do condutor, que é uma das novidades. E mais: As versões LXL, EX, e EXL com câmbio automático terão descansa-braço dianteiro.

A ergonomia foi tema recorrente no desenvolvimento da nova geração. Seus bancos dianteiros foram projetados com esse foco. São envolventes, oferecendo mais conforto e luxo aos passageiros.

Os assentos são um capítulo à parte no novo Honda Fit. A começar pelo material de revestimento. A versão 1.4l possui bancos em tecido. A versão EX do modelo 1.5l conta com tecido de luxo em veludo, enquanto a versão EXL, a top de linha do monovolume, terá bancos de couro*. Sem exceção, todos os modelos possuem encosto de cabeça reguláveis para todos os ocupantes.

Além disso, os bancos traseiros reclináveis (único na categoria) são bipartidos e foram concebidos com o sistema ULT (sigla que reúne as palavras “utilitário”, “longo” e “alto”, em inglês), que possui mais de dez configurações de posicionamento do assento, com movimentos para baixo e reverso.

Tem operação simples, sem esforço e sem a necessidade de remoção dos encostos de cabeça. Ou seja, poderá se carregar desde um vaso com planta de 1280 mm até uma prancha de surf de até 2400 mm. Esse privilegiado espaço está integrado ao amplo porta-malas, que possui ganchos em dois lugares e tem capacidade para 384 litros. Tudo isso assegura uma flexibilidade maior dentro do automóvel e, principalmente, uma melhor adequação às necessidades do usuário.

Outro atrativo do New Fit é o moderno painel de instrumentos (conta-giros, tacômetro e velocímetro). Foi modificado para que o motorista interprete os dados com mais rapidez, sem que precise desviar a atenção da pista. Além disso, todas as versões virão com painel central blackout com computador de bordo, que traz todo tipo de informação ao condutor (consumo instantâneo e médio em km/l, autonomia e hodômetros total e parcial). Na versão 1.5l, há sistema de ar-condicionado automático digital.

O sistema de som também não fica atrás no quesito modernidade. Na versão 1.5l (EX e EXL), o rádio integrado ao painel com CD Player com MP3/WMA possui entrada auxiliar para P2 (tipo fone de ouvido) e para USB. Como diferencial, a versão EXL chega ao mercado com quatro alto-falantes mais tweeter. A versão LXL possui rádio AM/FM/CD e também entrada P2.

A nova geração traz como novidade a regulagem de profundidade da direção, além da regulagem de altura, que já tinha na versão anterior. No volante, o condutor também tem a possibilidade de operar o sistema de áudio e o piloto automático, nas versões EX e EXL.

O novo projeto do Honda Fit também privilegiou a versatilidade e a praticidade. Por isso, distribuiu dez porta-copos pelo veículo, além de porta-objetos nas portas dianteira e traseira. Entre outras novidades, todas as versões contam com duplo porta-luvas, console central com divisória, sistema de portas sem pino de travamento e um compartimento sob o banco traseiro esquerdo.

Potente e econômico

A segunda geração do monovolume chega com o motor i-VTEC Flex (Controle Eletrônico Variável de Sincronização e Abertura de Válvulas) em todas as suas versões. A tecnologia varia tanto o tempo quanto a profundidade de abertura das válvulas para máxima eficiência em diferentes regimes de marcha. Assim, além de um excelente desempenho, o que se vê é a economia de combustível e a reduzida emissão de poluentes, seja em altas ou baixas rotações.

Um dos diferenciais com esse novo propulsor é que a Honda conseguiu aumentar em 21,6% a potência na versão 1.4l e 10% na versão 1.5l. A versão 1.4l gera 101 cv a 6.000 rpm, na utilização de álcool, e 100 cv a 6.000 rpm, quando for apenas gasolina. Todas possuem torque de 13 kgf.m a 4.800 rpm. Ou seja, mais potência e torque com baixo consumo de combustível.

A evolução também é notada na versão 1.5l. A nova geração alcança 116 cv a 6.000 rpm (álcool) e 115 cv a 6.000 rpm (gasolina). Essa versão dispõe de torque de 14,8 kgf.m a 4.800 rpm.

Tudo isso ocorre graças à configuração do Sistema de Controle Eletrônico Variável i-VTEC, que possui finalidades distintas para cada versão. Enquanto a versão 1.4l utiliza o sistema para otimizar a alimentação de ar/combustível e privilegiar a economia, a versão 1.5l está mais voltada para a entrega de maior potência em médias e altas rotações, permitindo assim uma performance mais esportiva.

O pioneirismo da marca está presente na transmissão automática de cinco velocidades. É o único de sua categoria –todas as versões também possuem transmissão manual de cinco velocidades. A presença de cinco marchas possibilita oferecer um melhor escalonamento, aproveitando ainda mais o rendimento do motor em diversas faixas de rotação e carga.

E mais: o New Fit possui o moderno sistema eletrônico de aceleração DBW (Drive-By-Wire), que proporciona melhor dirigibilidade, uma vez que permite que a potência máxima e o torque sejam atingidos em sua plenitude, o que melhora significativamente a desempenho do veículo.

A versão 2009 do monovolume da marca manteve a injeção de combustível multiponto programada PGM-FI (Programmed Fuel Injection). Esse sofisticado sistema computadorizado conta com um módulo de controle do motor ECM (Engine Control Module) conectado a sensores que monitoram diversas condições do veículo. A partir dessas informações, cada injetor é ativado, de acordo com as necessidades de combustível detectadas para o bom desempenho do veículo.

A versão 1.5 EXL chega ao mercado com o avançado Paddle-Shift. Trata-se do sistema que permite trocas de marcha manuais com o acionamento de alavancas localizadas no volante, assim como nos carros de F-1. Esse item também remete à esportividade.

Para uma resposta mais eficiente e precisa da direção, o modelo conta com o EPS (Electric Power Steering), um sistema de direção eletricamente assistida, tornando-a mais leve em baixas velocidades e firme em altas. O esforço de esterçamento é reduzido com o auxílio de um pequeno motor elétrico comandado por um módulo eletrônico, atuando sobre o pinhão na caixa de direção.

Já o chassi foi desenvolvido com a tecnologia Global Small Plataform, que possibilitou a instalação do tanque de combustível, com capacidade de armazenamento de 42 litros, sob o assoalho, centralizado abaixo dos bancos dianteiros.

A suspensão foi redimensionada e oferece dirigibilidade agradável. Localizada na parte dianteira, a estrutura McPherson adota molas que anulam as forças laterais, eliminando a necessidade de sobreposição da mola com o amortecedor, o que reduz o espaço necessário para a suspensão. Isso faz com que os componentes trabalhem suavemente e que as curvas sejam feitas com maior estabilidade, em razão da pouca variação de cambagem ao longo do curso vertical da roda.

Na traseira, o eixo atua como se fosse uma barra de torção, criando uma estrutura de alta rigidez da carroceria e dos pontos de fixação, que beneficia a dirigibilidade. O posicionamento da bucha do braço oscilante é inclinado, para adequar a força lateral de esterçamento, estabilizando ainda mais o automóvel. Outro detalhe: sua estabilidade também é assegurada graças ao seu centro de gravidade mais baixo que a geração anterior.

Segurança: compromisso da marca

Assim como em qualquer produto desenvolvido pela Honda, o tema segurança ganhou destaque especial na nova versão. É o caso da segurança passiva. Agora todas as versões têm airbags frontais duplos (motorista e passageiro), apoio de cabeça e cinto de segurança de três pontos para os cinco ocupantes.

Além disso, o New Fit foi projetado com o Advanced Compatibility Engineering (ACE), que incorpora uma estrutura frontal interna para auxiliar na absorção e dispersão de impactos em uma grande área. Há um compromisso com a segurança dos pedestres e, para isso, a superfície do capô foi desenvolvida para se deformar e minimizar impactos de um eventual atropelamento.

Já o sistema de freios foi redimensionado, oferecendo mais segurança nas frenagens. De série, as versões LXL (1.4l), e EX e EXL (1.5l) agora vêm equipadas com freios a disco nas quatro rodas, ABS e EBD (Electronic Brake Distribution), sistema que calcula e distribui a pressão apropriada a cada roda em frenagens bruscas, evitando seu travamento e mantendo a dirigibilidade. Já a versão LX (1.4l) terá freios dianteiros a disco e traseiros a tambor.

O New Fit também traz recursos anti-furto, sistema de abertura e fechamento das portas com alarme e imobilizador na chave e trava de segurança nas portas traseiras. Tanto o capô quanto as portas estão protegidos para evitar o arrombamento.

O modelo terá três anos de garantia, sem limite de quilometragem, e estará disponível nas cores Branco Taffeta Sólido, Dourado Poente Metálico, Prata Global Metálico, Grafite Magnesium Metálico, Cinza Paladium Metálico, Verde Vermont Perolizado, Vermelho Rally Sólido, Preto Cristal Perolizado e Verde Deep Perolizado.

Tabela1

Tabela2

tabela3

Legenda – O (série) – X(não disponível)


Fonte Consultada :
Honda do Brasil – www.honda.com.br